terça-feira, 6 de novembro de 2012

 

 Quem de nós nunca parou pra se perguntar o porquê de tantos caminhos trilhados,de tantas decisões que foram adiadas sem necessidade,de tantas incertezas temendo as próprias certezas.
 Quem de nós nunca abriu a boca pra dizer eu te amo sem saber ao certo se era isso mesmo,ou eu te odeio pra parecer alheio a tudo,inclusive ao coração.
 Já vivi momentos em que o coração se calava,mas também houveram tempos em que ele gritava.
 Gritava de dor,berrava de desespero,falava de amor,chorava de saudades.
 Saudades dos tempos de escola onde a galera se reunia pra tocar legião urbana;
 Saudades das vezes que ganhava um beijo no rosto do garoto mais cobiçado da rua;
Saudades das amigas que prometeram nunca te abandonar,
e que te abandonaram ;
 Saudades das aulas de história com aquela professora que parecia adivinhar os teus planos,conhecer os teus segredos,curar os teus males...Que conhecia o teu brilho no olho....
E hoje vêm aquela famosa frase que diz: É, EU ERA FELIZ E NÃO SABIA!
Mas sabia sim,tanto que quase morria de dar gargalhadas,que o tempo parecia que não passava.
E os amores?Ah os amores eram uma loucura!
Fazíamos juras de amor eterno,e não nos julgávamos capazes de sobreviver sem o outro.Não durava uma semana e lá estávamos de novo suspirando por outro garoto. rsrsrsr

Engraçado!
É engraçado como tudo tinha que ser de imediato,como as horas custavam a passar quando tínhamos problemas.
Problemas pra saber como iria fazer pra colar na prova de matemática,já que o professor ficava de olho em você. . Aí a gente pára pra ver os problemas de hoje e ri dessas bobagens que eram tão importantes.
E ao mesmo tempo nos sentimos orgulhosos e sábios por tantos momentos vividos e sobrevividos.
É quando também paramos pra lembrar dos gritos de liberdade que tivemos a ousadia de dar pra que nos deixassem escolher nossos caminhos.
Porque nossos pais queriam que fôssemos doutores e não, a gente queria era só ganhar dinheiro com aquilo que a gente gostava .
Uns gostavam de jogar bola,outras de escrever poesia,outros ainda não sabiam do quê gostavam.
Lembramos de quando saímos de casa e deixamos nossa mãe chorando na porta pedindo pra gente ficar porque o mundo lá fora era perigoso demais e não saberíamos nos defender.
E mesmo assim com os olhos transbordando de tanto chorar abrimos as portas do destino e demos a cara á tapa .
E apanhamos mesmo!
Aí vêm a lembrança daquele amor por quem você jurou viver pela vida inteira,e fez planos,projetou a casa no alto das colinas,escolheu o nome dos futuros filhos e viu todos aqueles sonhos escaparem por entre as mãos e você sem poder fazer nada.
Como assim,porque não lutei por meus sonhos?
Porque me deixei sofrer tanto a ponto de perder minha identidade,a ponto de não pregar o olho por diversas noites,e de fazer do travesseiro o ombro amigo nas horas que o peito não agüentava mais de tanta saudade. 
E quando sorria para as pessoas fingindo estar feliz,quando na verdade era a pessoa mais sozinha do planeta.
Mas graças a Deus aquele tormento passou,porque nada que o tempo não cure. 
Daí quando você pára no seu escritório e relembra todos esses momentos de intensa emoção que aqui foi relatado, você automaticamente estufa o peito e diz: Que orgulho!
Porque de todas as maravilhas do mundo eu já saboriei:
A infância;
O proibido;
A liberdade;
A dor;
A saudade;
A amizade;
A dúvida;
O amor.

E diz conscientemente: Muito obrigada Senhor porque eu não passo pela vida.
                   EU VIVI E VIVO A VIDA INTENSAMENTE!!

Lucinha Cavalcante...





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